Por que devemos sorrir aos estranhos na rua?

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Por que devemos sorrir aos estranhos na rua?

Um bom exercício para a próxima vez que estiver caminhando pela rua seria presentear uma pessoa desconhecida com um sorriso. Pode ser uma garota linda, um mendigo, um rapagão atlético ou alguém totalmente a esmo. Legal que é possível variar os termos do sorriso, brincar com a comunicação não-verbal e com os matizes do imprevisto. Isto, segundo estudo recente de cientistas sociais, é uma forma de disseminar o bem-estar pelo mundo. 

Psicólogos da Universidade de Purdue realizaram uma experiência dentro de seu campus para medir os efeitos de um sorriso. Um grupo de estudantes voluntários participaram de um estudo no qual cruzaram, sem saber que estavam sendo examinados, com pessoas que os recebiam com um sorriso ou ignoraram suas presenças de forma notória.



Após este encontro, os participantes foram abordados por outra pessoa que pedia que preenchessem um formulário que visava medir seu sentimento de conexão social. Assim foram subdivididos em 3 grupos: aqueles que foram ignorados, aqueles que receberam um sorriso desconhecido e aqueles que não encontraram nenhum estranho participante.

Os resultados mostraram que o grupo que recebeu o sorrio reportou um índice bem mais alto de conexão social; os que foram solenemente ignorados indicaram uma dissociação maior; aqueles que não receberam nenhum gesto, exibiram uma conexão social intermediária.

A reflexão dos pesquisadores aponta para que o sentimento de não-adesão e de solidão não é apenas psicológico; estudos mostram uma correlação entre a solidão e um sistema imunológico debilitado. Teorizam que o corpo manifesta este vexame como resposta evolutiva que motiva as pessoas a buscar companhia dos demais -herança de que durante boa parte de nossa história, para sobreviver, era necessário e primordial pertencer a um grupo-.



Com apenas um sorriso é possível melhorar o sistema imunológico de uma pessoa, além de propiciar um círculo vicioso de situações:

a coincidência de seu sorriso poderia detonar um estado emocional positivo que se traduziria, por sua vez, em um ato substancial ou transformador. Por exemplo: uma pessoa que recebe um sorriso tem uma maior probabilidade de, ao encontrar com outra pessoa, estar em um estado de empatia e confiança que lhe permitiria elevar o estado de ânimo desta outra, talvez alguém doente. Ou talvez a confiança permita-lhe aproximar-se de outra pessoa e iniciar uma relação duradoura e sadia.

Em seu livro Vagabundos Iluminados, Jack Kerouac recomenda realizar atos aleatórios de caridade, em sintonia com uma espécie de anarquia budista. Estes sorrisos qualificam certamente dentro desta categoria. Mais que o cálculo kármico, a motivação lúdica de sair da solenidade programada e da indiferença. Tem um provérbio japonês que diz mais ou menos assim:

- "Somos estúpidos dançando ou não, de modo que é melhor dançar", o mesmo pode ser aplicado com o sorriso. Sorria!

Fonte: mdig


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