Os gatos reconhecem o seu próprio nome (mas preferem ignorar-nos)

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Os gatos reconhecem o seu próprio nome 
(mas preferem ignorar-nos)

Se você pensou que seu gato não presta atenção em você por não reconhecer o nome dele, você está errado, a realidade é que todo esse tempo ele tem te ignorado.

Se algo caracteriza gatos é que eles ignoram como os cães quando você começa a chamá-los, no entanto, isso não significa que eles não sabem que você está tentando interagir com eles. Uma investigação recente descobriu que os gatos domésticos reconhecem seu nome, na verdade eles o distinguem de outras palavras que têm o mesmo tamanho e entonação, mesmo que seja pronunciado por uma pessoa desconhecida.

Um estudo recente, realizado pela Universidade Sophia, em Tóquio, revelou que os gatos conseguem reconhecer o seu próprio nome, mesmo quando pronunciado por vozes que não a do dono. Ainda assim, optam por ignorar-nos.



Muitos donos já desconfiavam, mas há agora um estudo que o comprova: afinal, os gatos, à semelhança dos cães, conseguem reconhecer o seu próprio nome e responder quando são chamados.

O estudo realizado por investigadores da Universidade Sophia, em Tóquio, e publicado a 4 de abril na Scientific Reports, contou com a participação de 78 animais domésticos, que foram submetidos a diferentes experiências. Os cientistas tinham como objetivo perceber a capacidade dos felinos em distinguir o próprio nome.

Por outras palavras, os investigadores queriam perceber se os gatos eram capaz de reconhecer o seu nome entre palavras comuns e nomes de outros animais com os quais coabitavam, quando vocalizado por um ser humana.

Os cientistas Atsuko Saito, Kazutaka Shinozuka, Yuki Ito e Toshikazu Hasegawa aplicaram o método habituação/desabituação para efetuar estas experiências. O método consiste em apresentar aos animais quatro palavras diferentes (como estímulo de habituação) e depois pronunciar o próprio nome do gato (como estímulo de teste).

Segundo o Público, o primeiro tipo de estímulo contemplava palavras semelhantes, em termos fonéticos e silábicos, ao nome do animal.

O resultado seria positivo se se verificassem reações familiares para com as primeiras quatro palavras e não com o nome, mas se, mesmo assim, fosse captada uma reação no momento em que se pronunciava o nome do gato. As reações mais registadas foram movimentos de orelhas, pescoço e da cauda e o típico miar.



Os investigadores justificam este reconhecimento com o facto de o nome do gato ser considerado um “estímulo saliente”, assim como as palavras frequentemente usadas pelos donos quando se referem a recompensas, como comida ou demonstrações de afetos.

Ele acrescenta ainda que, de acordo com sua experiência, os gatos "entendem as palavras, sabem seu nome e, sabendo que as lhamas, não vão porque não sentem vontade, porque a maioria dos gatos não desenvolve um apego elevado".

Além disso, para a identificação contribui, em grande parte, a diferenciação fonética que os gatos conseguem fazer dos sons que ouvem.

Este estudo vem completar a investigação científica já existente sobre as interações entre gatos e humanos que, apesar de residual, já provou a capacidade que estes felinos têm em comunicar com os donos. Por isso, da próxima vez que chamar pelo seu gato e ele não obedecer, saiba que, muito provavelmente, o seu animal de estimação estará a ignorá-lo.

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